quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A busca pelo óleo ideal continua... Parte I.



Muito boa tarde, queridos leitores!

Vou voltar ao ano de 2008 no início deste post...
Nesse ano, que já vai longe, comprei minha primeira motocicleta, uma Suzuki Intruder 125, a qual dei o apelido carinhoso de "Mulata".
Postei foto da motoca, zero quilômetro, em um site muito conhecido e, também, abri um tópico, especificamente sobre lubrificantes para motores de moto, no forum da já mencionada  página da internet, que só abordava temas ligados às moocicletas.
O título do tópico? Exatamente o mesmo deste post: "A busca pelo óleo ideal continua...".
No forum, comecei a discutir o porquê dos modernos motores das motos, com poucas folgas e rotações elevadíssimas, acaso comparados aos padrões usuais de giros dos motores dos automóveis de quatro, seis e oito cilindros, usavam lubrificantes tão defasados, com grau API ainda no nível "SG" e viscosidade no padrão 20W - 50.
Vou dizer uma coisa aos amigos: o tópico bombou! 
Entre os anos de 2008 e 2011, foram mais de 500.000 visualizações e muitas, mas muitas páginas de discussão.
O resultado dos discorrimentos acerca da qualidade dos lubrificantes não tardou a aparecer. Começaram a surgir no mercado, naqueles anos de tópico ativo, óleos com padrão API mais elevado e com viscosidades cada vez mais baixas, com função "energy conserving", a ponto de eu ter presenciado a líder de mercado Honda passar a adotar, nos motores de suas motos, óleos multiviscosos de viscosidade baixa, no padrão 10W - 30, sem que, com isso, as máquinas apresentassem qualquer diminuição de suas vidas úteis.
Era evidente que a disseminação das discussões do tópico esteva chegando aos ouvidos das "grandes empresas" do setor que, diante de várias constatações explanadas nos colóquios, começaram a perceber que os consumidores já tinham uma visão diferente do mercado e dos produtos que utilizavam.
Durante muitos anos, as empresárias do setor faturaram alto, mas muito alto com óleos de formulação ultrapassada e que muito pouco protegiam os motores das motos.
Mas a coisa estava mudando... Perigosamente! Informação, nas mãos certas, dos consumidores, é um perigo para quem aposta na ignorância.
O grande problema veio, porém, de dentro do site em que eu abrira o tópico...
A inveja.
Talvez o maior dos males humanos...
Moderadores do site, unidos a usuários que queriam, a qualquer custo, demonstrar um conhecimento que não tinham, simplesmente arruinaram o tópico e o fecharam, sem que motivo algum houvesse para aquilo. Curiosamente, concomitantemente ao fechamento do tópico que eu criara em 2008, minha conta no site foi arbitrariamente bloqueada e um novo tópico foi criado, exatamente por um dos usuários que mais desejava o fim das discussões...
E imaginem o que se discutia nesse novo tópico?
Exatamente o mesmo que se discutira no tópico que eu abrira anos antes. 
Chegaram ao ponto de repetir links e máximas por mim defendidas no tópico que acabara de ser trancado/fechado, o que fez com que usuários do Motonline, na mesma hora, reagissem à mesquinhez da moderação e de um usuário, em especial.
Agradeço, de coração, aos que reagiram. A moderação do site queria, em verdade, me calar a qualquer custo.
Isto é, em parte, parte da porca cultura brasileira. Se alguém acha que uma outra pessoa sabe qualquer coisa a mais, o melhor a se fazer é impedir que o conhecimento seja externado... Em outras palavras, o melhor a fazer é não deixar que aquele que sabe fale qualquer coisa.
Trancou-se o tópico e acabou o problema de permitir às pessoas que soubessem mais.
De fato, bem ditatorial...
Como possuo bastante vergonha na cara, nunca mais voltei ao tal site.
Sinceramente, desejo, aos que ficaram por lá, repetindo o que eu já havia dito, no tópico finalizado, muito sucesso. 
Mas, deixando de lado o lance do site muito mal resolvido, eu achava, à época, muito estranho o fato dos automóveis utilizarem óleos modernos, com grau API - vocês entenderão, logo, logo, o que quer dizer "grau API" - elevado e viscosidades já mais baixas, ao passo que as motocicletas pareciam ter estacionado no tempo, com lubrificantes que já não eram mais utilizados, em carros, desde os fins da década de 80...
E estávamos em 2008!
O que vou fazer aqui é iniciar, a partir de hoje, com meus leitores, um papo gradual sobre lubrificantes.
Vamos, de maneira lenta, conversando e conhecendo, cada vez mais, os segredos que se escondem por detrás da "sopa de letrinhas" contida nas embalagens de óleos para motor, vendidas nos postos de abastecimento e nas casas de autopeças do Brasil todo.
E aí? Você, querido leitor, aceita o desafio de aprender e apreender mais sobre óleos lubrificantes para motores?
O assunto vai render, tenha a certeza disso...
Começo a discorrer sobre o tema afirmando uma primeira coisa: Óleos de motor desempenham função dúplice.
Que funções seriam essas?
Endotérmica e exotérmica.
Quando o leitor vai a um posto de gasolina ou a um autocentro e troca o filtro de óleo e o óleo do motor, está colocando no interior da máquina que move o seu carro um líquido que, ao circular pelo motor inteiro, estará impedindo o desgaste das peças móveis, mantendo limpas essas peças, impedindo a corrosão do interior do motor, combatendo a formação de depósitos no interior do engenho, mas, sobretudo, roubando o calor gerado pelo funcionamento do motor, no que chamamos de função endotérmica.
O óleo rouba calor e se aquece demasiadamente.
Sem o óleo, o motor simplesmente fundiria!
Após retirar o calor excessivo de dentro do motor, o óleo percorre um novo caminho, rumo ao seu reservatório, na parte de baixo da máquina, que é chamado de "cárter". Neste espaço, reservado ao óleo que retornou das partes mais altas do motor, é que começa a perda de calor para o ambiente, no que o lubrificante desempenha sua função exotérmica.
O óleo perde calor e se resfria, para reiniciar seu ciclo de lubrificação e refrigeração do motor, por muitas e muitas vezes, sucessivamente.
Isto ficou claro?
Quando o fabricante do automóvel projeta um motor, define um tipo específico de lubrificante e leva em consideração diversos fatores para escolher o que seria "o óleo ideal", razão pela qual a alteração do tipo do lubrificante ou, mais especificamente, o erro ou a alteração proposital da viscosidade podem ser fatais para a longevidade do motor.
Em razão disso, leitor, peço que faça uma coisa, neste exato instante: Leia o manual do proprietário do seu veículo e veja o tipo de óleo corretamente especificado pelo fabricante para o motor.
Se no posto de gasolina ou no autocentro, na hora da troca do óleo, for oferecido produto que fuja, em algo, do especificado, não aceite!
Recuse na hora!
Só aceite o que foi especificado ou o que é melhor do que o que foi especificado. E eu, aqui, assumo o compromisso de informar a você, meu querido leitor, o que é melhor do que o fabricante estabeleceu para o seu carro, OK!?!
Bem, vamos devagar.
Por hoje, já está entendido que o óleo, ao circular, sob pressão, pelo interior do motor, rouba calor e preserva a temperatura das peças em níveis aceitáveis e que, quando faz seu caminho de volta ao seu reservatório, o "cárter", começa o fenômeno inverso, perdendo calor para o ambiente e se resfriando, para, novamente, voltar a circular pelo motor inteiro.
Esta é a primeira lição sobre lubrificantes.
Fiquem todos com Deus!
É quinta-feira e já comecem a se preparar para mais um final de semana abençoado que virá...
Um beijo grande no coração de todos!

Xamã do Brasil.

4 comentários:

  1. Aguardando a continuação. Quero muito saber dos SL,SM,SN da vida kkkk. Obrigado Xamã.

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  2. Aguardando a continuação. Quero muito saber dos SL,SM,SN da vida kkkk. Obrigado Xamã.

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    1. Deixa comigo, pois vou explicar tudo isso! Vc vai ficar fera no assunto!!! Muito obrigado por estar visitando o blog regularmente, meu amigo! Show!

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  3. Muito bom, show de bola, através dele que comprei meu SHELL 100% sintético, paguei barato, por um óleo que faz a mesma coisa que qualquer um, ou seja, MOTUL, ou GM, qualquer óleo, tendo as devidas especificações e claro selos. É a mesma coisa, como gasolina ADITIVADA NO BR É GRID, NO SHELL É ORIGINAL, e para mim oq interessa? é se a gasolina é aditivada, e não MARKETING. Como ÓLEO de carro moto, diferença? nenhuma, é só palpites...

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